sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Novo livro de Rodrigues dos Santos aponta fraudes da Bíblia

O autor mais lido em Portugal nega que pretenda abalar a Igreja Católica com O Último Segredo. Em entrevista, garante que é Cristo o tema e pede para que, antes de o acusarem, o leiam e ponderem sobre as provas que apresenta - abundantemente - sobre as fraudes que estão na base do cristianismo.
Livro? É melhor chamar-lhe desde já best-seller, porque é o único termo que define a edição anual das torrentes de escrita deste autor, tal é o sucesso junto dos leitores portugueses. Ficção? Parte do argumento pode ainda não ser plausível nos tempos que correm, mas, passem alguns anos, e poderá tornar-se realidade fazer que até um Jesus Cristo clonado volte ao reino dos vivos... Escabroso? A demolição que faz do cristianismo ao longo das primeiras 300 páginas deixa até o católico mais empedernido de pé atrás sobre a Bíblia.

Recomendo a todos os Cristãos (Católicos, Protestantes e Evangélicos) a lerem este livro.



sábado, 6 de setembro de 2014

TAMBIRA e o tema zumbi na literatura brasileira


Capa do livro
Esqueçam os vampiros, lobisomens e seres sobrenaturais. O que está na moda agora são os zumbis. Sim, esses seres morto-vivo que grunhe e se arrastam de um lado para o outro. Eles estão bombando nos games, nos filmes e na literatura. O tema zumbi não é muito utilizado da literatura brasileira, este tema carrega os apelos dos thrillers norte americano.

TAMBIRA é totalmente brasileiro eu conto uma lenda extraída do imaginário popular brasileiro. O livro é sobre a vida dramática de um homem que depois de morto torna-se um vivo-morto, um corpo seco.

Gosto muito do gênero terror, mas vampiros e lobisomem têm uma longa tradição na literatura, inclusive no Brasil. Fora isso, o vivo-morto servem mais ao propósito da história que queria contar.

O livro insere a ficção dentro de um contexto histórico real, os personagens têm nomes que são homenagens às pessoas reais, mas não se trata apenas de nome, mas do background. As escolhas dessas pessoas não foram aleatórias, mas existem para dar certa dimensão e profundidade para a história que não pode ser percebida em uma primeira leitura. Procuro criar camadas em meus textos; mensagens nas entrelinhas. Gostei do resultado final.


sábado, 30 de agosto de 2014

Thiller histórico com um pitada de terror




Eu tinha uma história de terror para contar, e achei que ela seria mais interessante se contada no estilo de um thriller histórico. Comecei a escrever tudo com muita pesquisa e recheado de informações interessantes. Gostei do resultado. Confira!

domingo, 17 de agosto de 2014

Lançamento do livro Tambira a lenda

Capa do livro
Acontece no dia 22 de agosto (sexta-feira), a partir das 19:00 horas, na Estação Ferroviária de Guaratinguetá-SP, o lançamento do livro “Tambira a lenda”, de autoria de J. Carlos Ribeiro.

Aos 61 anos, J. Carlos Ribeiro escreveu seu primeiro livro, a obra conta a história dramática de um homem, tendo como pano de fundo a sociedade escravocrata cafeeira de Bananal.

Tambira é morto por um jovem desconhecido. Que mistério se esconde atrás desta morte? Somente o Mestre o guardião dos mistérios poderá responder.

Numa trama entrelaçada entre o passado e o presente o romance conduz o leitor pela história e vai criando o cenário revelando um macabro mundo de lembranças, paixão e terror.

Sobre o autor:

J. Carlos Ribeiro nasceu em Poços de Caldas–MG, mudou-se para Aparecida–SP com os pais em 1960, desde 1977 mora em Guaratinguetá. Atualmente está escrevendo o segundo livro da trilogia Tambira.


domingo, 8 de junho de 2014

Monoteísmo


Deus. Michelangelo
Seres imaginários povoam as crenças de quase todas as culturas do mundo, ou talvez de todas. Existem de tantos tipos quanto nossa imaginação possa conceber. Alguns são poderosíssimos, capazes de decidir sobre o destino da sociedade, produzir fenômenos climáticos que auxiliem ou prejudiquem colheitas e demais atividades humanas e mesmo seriam os responsáveis pela criação e manutenção da existência do mundo e de tudo o que nele existe. São cultuados e temidos por seus poderes e sua influencia em uma escala muito além de nossa capacidade. Ao serem agraciados com homenagens e sacrifícios podem nos beneficiar e prejudicar nossos inimigos. Podem nos castigar quando cometemos faltas e não cumprimos nossas obrigações... 

A caracterização cultural dos deuses de diferentes povos de diferentes épocas históricas como podemos ver acima não pode ser feita senão de maneira abrangente e geral. Não há critérios objetivos para se diferenciar deuses de outros seres superiores e sobrenaturais. Mas isso é relativamente pouco problemático quando se trata de politeísmo. Nesse tipo de crença religiosa, a rigor, não há necessidade de distinção absoluta entre os deuses e outros seres sobrenaturais. Uma distinção possível seria o fato de que aos deuses se aplica algum tipo de culto ou temor, pois sua influência sobre o mundo dos homens seria mais abrangente e decisiva. Nesse sentido até mesmo pessoas mortas podem ser alçadas a condição de divindades, algo comum entre culturas “pré-históricas”, entre os gregos antigos e também entre católicos modernos (apesar deles se crerem monoteístas, mas discutiremos isso mais adiante).

A origem da crença em deuses, essa sim pode ser definida em termos objetivos. A consciência humana é algo tão poderoso em se auto-iludir e ver significado em tudo que acontecimentos sem explicação são tidos como fruto de intenções ocultas, de seres aos quais não se pode ver, e cuja existência se situa acima das limitações humanas. Essa é uma adaptação evolutiva e uma das causas da crença em seres sobrenaturais. A origem do mundo, a chuva, o sol, a lua, a alternância entre estações do ano, o movimento relativo dos astros no céu, as marés, as cheias dos grandes rios, os períodos de seca, a organização política e econômica da sociedade e toda sorte de fenômenos naturais e sociais parecia aos olhos de nossos antepassados como sendo obra desses seres superiores. 

A nossa tendência a seguirmos líderes, outra adaptação evolutiva comum entre animais que vivem em bandos origina a necessidade de crermos que alguns desses seres superiores são senhores de nosso destino, os criadores da natureza, da estrutura social e das suas regras. São os deuses do politeísmo. 

Mas após milênios de politeísmo, algumas sociedades tentaram reunir esses seres em uma só entidade, em um só deus. Temos assim o monoteísmo. Essa tentativa de unificação pode ocorrer por motivos variados, mas a necessidade de unificação sócio-econômica e cultural de um ou mais povos sob o governo de uma classe social dominante com um líder proeminente é em geral um fator importante. 

Mas como veremos há muita dificuldade em se manter o culto a um só deus, pois tendemos a criar vários deuses e outros seres sobrenaturais para explicar e justificar diferentes aspectos do mundo. 

Em geral as pessoas não aceitam pacificamente que seus seres fantasiosos diversificados sejam reduzidos a um só ser fantasioso do monoteísmo governante... 

No Egito antigo a tentativa em se estabelecer o culto do deus Aton como o único foi feita sob a tutela do faraó Amenófis IV treze séculos antes de Cristo. Estava ele interessado obviamente em reduzir a influencia dos sacerdotes dos inúmeros outros deuses e aumentar a sua própria sobre a população. Embora não tenha obtido êxito em se firmar, devido principalmente a inabilidade de Amenófis em superar a oposição dos sacerdotes dos outros deuses, essa reforma deixou uma herança cultural que influenciou os povos da região. 

Séculos depois os persas já contavam com um sistema religioso, o zoroastrismo, que reduziu drasticamente o numero de deuses, onde apenas dois deles tinham importância fundamental no mundo, sendo um deus favorável a ordem e a luz e outro ao caos e as trevas. Também os hebreus beberam dessa fonte. O estabelecimento do culto único a Javé entre os hebreus (que antes eram politeístas) foi uma unificação cultural e uma forma de resistência ás outras potencia militares do Oriente médio da época. Mas novamente essa experiência teria se limitado a esse povo se não fosse pela aceitação dessas ideia pelo maior império da antiguidade, Roma. E isso mudou tudo.

Monoteísmo e sociedades centralizadas e dominadoras

O estabelecimento de uma variante do monoteísmo hebraico, o cristianismo, pelo imperador Constantino como a religião única do Império Romano foi uma tentativa desesperada de se conter o desmantelamento da estrutura sócio-econômica e cultural do Império Romano e obteve êxito em alguns pontos fundamentais. 

Apesar de se considerar que a parte ocidental do império ruiu no século V, a cultura e formas de organização social preservadas pelo monoteísmo acabaram por influenciar os povos germânicos que se estabeleceram dentro das antigas fronteiras romanas. Em poucos séculos praticamente todos os povos germânicos já haviam se convertido a nova religião sob as ordens de reis que viram a utilidade do monoteísmo como unificador sócio cultural e facilitador do domínio de uma autoridade sobre o conjunto da população... A formação dos reinos europeus medievais se deu sob a tutela da ideia da religião monoteísta. A Europa moderna nasceu sob a influencia dessa ideia e a difundiu pelo mundo.

Com a enorme influencia da Europa a partir das grandes navegações do século XV ocorreu a “exportação do monoteísmo” a todos os outros continentes e inúmeros povos de todo o planeta, a ponto do monoteísmo ter se tornado hegemônico em varias regiões e culturas do mundo. Essa dominação da crença em um deus único sobre o mundo todo é mostrada de forma inteligentemente irônica, por Saramago em O evangelho de Jesus Cristo. No romance, Jesus é apenas um instrumento (e não um filho) que Javé usa para deixar de ser um pequeno deus do deserto e se tornar o deus mais influente do mundo...

Na Península Arábica ocorreu outro grande exemplo da utilidade do monoteísmo em unificar povos sob a tutela de impérios. Os árabes criaram a sua variante do monoteísmo hebreu, o islã e usaram essa ideia para unificar inúmeros povos da Ásia, África e mesmo de regiões da Europa. 

Resumidamente vimos como as crenças de um povo do deserto acabaram dominando no mundo atual bilhões de pessoas por terem sido úteis, aceitas e difundidas por grandes impérios do passado. 
Monoteísmo, no entanto não é um termo exato devido à dificuldade em se determinar o que é um deus único e negar o status divino a outros seres sobrenaturais. 

Nos mitos bíblicos, Javé usa de emissários (anjos) para agir entre os seres humanos e não nega a existência de outros deuses, apenas proíbe os hebreus de lhes cultuar. Disputa com o diabo a influencia sobre Jó e ao menos uma vez é sobrepujada pelo diabo na influencia sobre o rei Davi. Também no islã o deus único Alá conta com o auxílio e oposição de seres sobrenaturais como os djins. Mas é no cristianismo que a herança do politeísmo se mostra mais claramente devido a influencia greco-romana sobre a região da palestina da época em que ele foi criado.

Jesus é uma divindade ao estilo grego, filho de um deus com uma mortal. Há um deus “espírito santo” e o deus criador, o pai, que apesar de ser identificado com Javé não demonstra a arrogância e a crueldade típica desse deus em passagens anteriores da bíblia. Tentativas de se unificar esses três deuses esbarram no fato de que só o deus pai dispõe de informações tais como quando será o fim dos tempos, informação que Jesus, não possui... E o cristianismo, que já nasceu influenciado pelo politeísmo grego seguiu nossa tendência a divinizar a tudo e a todos, elevando mais e mais seres sobrenaturais ao status de deuses. 

Ao se firmar como Igreja católica no fim do Império Romano, estabeleceu o culto a divindades menores; em geral heróis e mártires mortos. Entre os gregos eram chamados semideuses, entre os católicos são os santos. Católicos tentam negar o fato de que santos são deuses, mas continuam pedindo a eles curas de doenças, boas colheitas, vitórias em competições de todo tipo, sucesso profissional, casamentos, chuvas e tudo o mais que outros povos politeístas pedem aos seus deuses... 

Grupos minoritários de cristãos, em especial os pentecostais (evangélicos) dizem se opuser a influência do politeísmo, mas aceitam a já citada caracterização de Deus como sendo três pessoas e apontam a ação do diabo como tão grande sobre o mundo que fica impossível não o caracterizar como um deus e aqui é preciso enfatizar um ponto. Um deus não é necessariamente bom, é apenas um ser sobrenatural a que se rende um culto ou ao qual se tem temor devido a sua grande influencia sobre o mundo. Difícil caracterizar Javé como sendo bom quando sabemos que ele matou inúmeras pessoas por motivos banais tais como homossexualidade, consumo de sangue e carne de porco e sexo fora do casamento... E ainda as condena a tortura eterna no inferno... 

O que temos entre os pentecostais e outros grupos cristãos minoritários é um deus criador do mundo que atualmente pouco age sobre a sociedade humana. Ações mais significativas e benéficas sobre as pessoas são efetuadas pelo deus filho, Jesus, mas só em quem o aceita por meio de uma cerimônia publica chamada batismo. A esses ele concede bens materiais e vida eterna. É um deus exclusivista que nega tudo a quem não o adora. Agindo sobre as pessoas de forma maléfica, temos um deus corruptor, o diabo, que não discrimina ninguém, não precisa ser aceito para que influencie a sociedade, governos e tudo o mais que seja humano. Nas crenças dos grupos evangélicos o diabo é o deus mais atuante, pois não se impõe restrições... 

É muito difícil, ou talvez impossível se estabelecer um culto realmente monoteísta, ficando tudo apenas na base da “restrição ao exagero do numero de deuses”, e talvez seja apenas essa a necessidade. Na pratica pouco importa se o numero de deuses seja apenas um ou dois ou três. O que se tenta evitar é a divisão cultural da sociedade própria do politeísmo com seus inúmeros deuses. Impérios e outras sociedades centralizadas precisam que uma vontade geral e unificada seja aceita pela população e um bom jeito de se obter isso sempre foi à religião. No passado distante a nossa espécie se dividia em pequenas tribos, cada uma com seu próprio conjunto de crenças. 

Unificação de crenças é uma necessidade quando ocorre à unificação de tribos em comunidades maiores, sociedades mais complexas, impérios... É comum que os deuses das sociedades dominadas sejam suprimidos ou inferiorizados em relação ao deus da sociedade dominante. O cristianismo fez isso com os deuses anteriormente cultuados no império romano. O islã o fez com os da península arábica, os do norte da África e do sul da Ásia. O catolicismo agiu assim com todos os povos dominados pelos europeus por praticamente todos os continentes, em especial a América latina. 

Atualmente os pentecostais reprimem o culto aos deuses de origem africana e indígena da umbanda e demais crenças politeístas outrora tão comuns nas periferias dos grandes centros brasileiros... Também estão agindo assim entre populações indígenas, trocando os mitos politeístas pelo mito monoteísta cristão. Carl Sagan afirma em o mundo assombrado pelos demônios que o monoteísmo é próprio de povos mais agressivos e que dominam outros. Ele está correto e os motivos foram explicitados acima. A dominação de uma cultura sobre outras é o que se esconde muitas vezes por trás da substituição do politeísmo pelo monoteísmo.










domingo, 4 de maio de 2014

Religiões Monoteístas Fazem Mal a Terra

É de se pressupor que, quanto mais a humanidade avança em tecnologia, maiores sejam os seus conhecimentos a respeito do planeta onde vive. Mas não é bem assim. Há relatos, por exemplo, de que antes de o tsunâmi arrastar consigo inúmeras vidas no leste da Ásia, os animais fugiram das partes baixas, procurando abrigo nos lugares mais altos, enquanto as pessoas, envolvidas em seus afazeres, de nada se aperceberam, pois desaprenderam de observar os sinais enviados pela natureza, como se fosse corpos estranhos inseridos nela.
As pessoas que viviam no norte da Europa há cerca de 10.000 anos atrás, eram descendentes dos primeiros humanos modernos, ou Homo Sapiens, que chegaram ao norte da Europa cerca de 30.000 - 40.000 anos atrás.

Numa terra praticamente virgem, homens, mulheres e crianças viviam em bandos isolados uns dos outros. Alimentavam-se do que conseguiam com uma agricultura muito rudimentar, da caça e do que simplesmente catavam no mato. Eram seminômades, ou seja, ficavam num lugar apenas tempo suficiente para comer o que estava ao seu alcance, aí levantavam acampamento e iam embora. Suas vilas não eram nada mais do que simples acampamentos. Não construíam muita coisa além de totens ou amontoados de pedras. Não criaram escritas. Não tinham sistema político e seus líderes eram uma mistura de patriarca com guia espiritual.
A natureza era a expressão máxima da Deusa Mãe. A divindade máxima era feminina, a Deusa Mãe, cuja manifestação era a própria natureza e por isso a sociedade embora não fosse matriarcal mesmo assim a mulher era soberana no domínio das forças da natureza. A religião era politeísta com características animistas, sendo os ritos quase sempre realizados ao ar livre.

Naquele tempo, ainda que o homem vivesse da caça e também derrubassem árvores, havia uma interação entre ele e a natureza. Embora desconhecesse seus “mistérios”, sentia-se parte dela, tanto é que, ao arrancar uma árvore pedia licença ao espírito que nela morava, ou ao matar um animal, rezava por sua alma.

Bem antigamente, o sagrado estava por toda parte, presente em todas as coisas da natureza: montanhas, rios, animais, árvores, vento, relâmpago, chuva, mar, sol, etc. O homem sentia-se como parte desse encantamento que era a natureza, sabedor de que era ela a responsável por sua vida.

De acordo com muitos historiadores, o surgimento das religiões monoteístas deu-se em razão do homem que vivia no deserto onde a natureza era rude, perversa e castigava-o. Por sua vez, as religiões monoteístas mudaram toda a visão que o homem tinha sobre a natureza, o homem tirou a divindade da Terra e a transcendeu bem distante do planeta. E o homem passou a dominar a Terra, basta ver na Bíblia em Gêneses o recado transmitido ao poderoso humano:

“Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.”

Assim, as religiões monoteístas desmistificaram os espíritos dos rios, dos ventos, dos animais, das árvores, do ar, etc. O homem passou a ser senhor absoluto da Terra, não mais devendo nenhum respeito a qualquer forma de vida, nem mesmo aos de sua espécie. De humilde receptáculo dos elementos da natureza, que recebia como dádiva de mãe tão generosa, o homem inverteu a hierarquia de valores: a natureza passou a ser subserviente e submissa a ele, num processo de imolação sem tréguas. A ideia passou a ser a de que tudo no planeta foi criado por Deus com o objetivo único de servir o homem, o grande soberano, da forma que ele bem entendesse. Quanto mais progresso, mais violência contra a natureza.
E, por isso, os espíritos da Terra estão ganhando vida, retribuindo o desrespeito com inúmeras desgraças.

Diz a Bíblia que somos nós a “Coroa da Criação”.
Olhem, veja o que fazemos ao nosso “Planeta Terra”!
Matamos por ano bilhões de aves e animais. Destruímos milhões e milhões de acres de florestas todos os anos. Poluímos todos os rios que estejam ao nosso alcance. Depredamos cardumes de peixes e baleias. Já extinguimos sem pensar, por esse “direito bíblico”, dezenas de espécies de seres vivos.

Todos já devem ter ouvido a frase “Animais ameaçados de extinção”. Pois é, somos nós que os estamos extinguindo. E não venha me falar que a culpa não é do homem, é do pecado.

Poluímos nossos ares com milhões e milhões de toneladas de lixo gasoso a cada segundo. Nos matamos uns aos outros aos milhares, todos os anos, pelo mais diversos motivos...

E nós cremos nos dizemos escolhidos.

Eu particularmente não creio nisso. A verdade mostra-se outra.

Somos sim, “Coroas da Criação” de coisa alguma.

Temos sim, é muita soberba, ganância e falta de educação ecológica, falta de respeito e falta de amor pelo nosso planeta.

Nosso planeta está doente. E somos nós, “Pretensos Eleitos Divinos”, os causadores desta doença.

Estamos matando nossa morada a Terra. E assim caminha a humanidade!





sábado, 3 de maio de 2014

Antropoceno o Apocalipse Criado pelo Homem


Visão artística apocaliptica
Para uma ciência que trabalha com escalas relativas à história geológica da Terra é de 4,5 bilhões de anos, o surgimento do homem há cerca de 200 mil anos atrás (que me perdoe os religiosos criacionistas, mas fato são fatos e crenças são crenças) é um fenômeno recente e por isso costumava ocupar uma posição periférica nos estudos geológicos.
Em 1900, a população mundial era de aproximadamente 1,65 bilhões de pessoas. Esses números cresceram para aproximadamente 5 bilhões em meados dos anos 80 e então aumentou para 6 bilhões em apenas 12 anos. Em 1º de janeiro de 2014, a população da Terra chegou a 7,2 bilhões de pessoas. Estima-se que a população mundial se aproximará dos 10 bilhões em 2050. Esse aumento no crescimento da população está acelerando o processo atual de fadiga da Terra e as tendências não apresentam sinais de desaceleração.
A atividade humana transformou o planeta de forma tão permanente e vasta nos últimos dois séculos que a Terra entrou em uma nova época geológica, um período chamado Antropoceno. O crescimento populacional, a construção de metrópoles, o desmatamento e o uso de combustíveis fósseis provocaram um efeito no planeta comparável ao derretimento de geleiras ocorrido há 11.500 anos - evento que marca o início da época Holocena na escala de tempo geológico.
A agricultura se disseminou há cerca de 8 mil anos, desflorestando várias regiões do planeta, gerando um incremento de gás carbônico na atmosfera capaz de evitar uma nova idade do gelo. Hoje para alimentar 7,2 bilhões de pessoas o planeta já está à beira do colapso.
Durante o período de 4,5 bilhões de anos a Terra já passou por vários ciclos na escala geológica. E também sofreu devastações. A última ocorreu há 67 milhões de anos. A teoria é que um asteróide atingiu o planeta, o que provocou a alteração do clima e a extinção de espécies como os dinossauros. A era Mesozóica, dominada pelos répteis, foi seguida pela era Cenozóica - dos mamíferos - o que inclui o aparecimento de nosso ancestral comun.
Reconhecer a ideia do Antropoceno é reconhecer o impacto irreversível das atividades do homem, que afetam não somente os sistemas de água e recursos naturais do planeta, mas também o que essas ações significam no futuro das espécies.
Mais do que ocupar a superfície da Terra de forma extensa, - como já aconteceu em épocas anteriores - a urbanização, a globalização e o estilo de vida do homem contemporâneo estão transformando a forma como o planeta funciona.
Classificar o atual capítulo da história da Terra de Antropoceno funcionaria não somente como uma mera nomenclatura, mas como um alerta. As consequências do crescimento populacional mundial e as ações do homem não afetam o planeta apenas de forma local, mas provocam coletivamente um impacto na constituição da Terra e discutir isso serve para minimizar as consequências e danos irreversíveis que afetariam o globo da pior forma no futuro.

Vivemos uma nova era do planeta. A tese polêmica é defendida por vários cientistas. Nesse capítulo da história da Terra, chamado Antropoceno, as atividades dos seres humanos estariam influenciando as transformações no mundo, num ritmo acelerado. O nosso modo de vida - de produção e consumo alerta os especialistas, estão mexendo com o clima. E podem aumentar o risco de aquecimento do planeta.
O respeitado naturalista e apresentador de televisão britânico, David Attenborough, disse recentemente à BBC que o crescimento da população mundial estava "fora de controle.”
Há um claro consenso entre cientistas que a superpopulação é a causa principal dos problemas mais importantes que o mundo enfrenta e que algo precisa desesperadamente ser feito sobre isso.

Eles realmente acreditam que os seres humanos são uma praga sobre a terra e que irá, literalmente, destruir o planeta se são deixados à nossa própria sorte. Eles advertem que, se nada for feito sobre a explosão populacional, estaremos diante de um futuro cheio de pobreza, guerra e sofrimento em um planeta imundo desolado.